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Pneus inservíveis se transformam em móveis e geram lucro

Transformar lixo em arte, esse era o sonho de Mauro Gonçalves, da microempresa Pneu Mania,  contemplado pelo Fundo Zona Leste Sustentável, em 2014. “Fiquei sabendo do Edital do Fundo por um amigo e resolvi buscar mais informações. Depois de analisar as possibilidades, resolvi  fazer a inscrição e tentar a sorte. Fui escolhido para fazer o curso ministrado pelo Senac e, no final, minha empresa foi contemplada. Na prática, o Fundo auxiliou  tanto na parte técnica quanto financeira.  Aprendi a tratar o meu negócio como negócio e a enxergar o planejamento e gestão como ferramentas fundamentais para a sobrevivência de qualquer negócio.”

A história da Pneu Mania começou em 2013. Autodidata e sem saber direito como começar e o que fazer, Gonçalves fez da internet sua aliada. Um dia, pesquisando, se deparou com uma escultura feita com pneus. E foi aí que esse ex-produtor de festas infantis decidiu mudar o rumo de sua vida. “Trabalhei durante 20 anos com festas. Um dia cansei, queria fazer algo novo, dar uma guinada na vida. Na época, havia um surto de dengue na cidade, muito se falava sobre o acúmulo de água em pneus. Foi aí que tive a ideia de fazer alguma coisa relacionada ao material.”  Mas não foi fácil colocar o sonho em prática. “Não encontrei cursos, não existiam ferramentas especificas, tive que adequar as minhas. Passava horas olhando fotos na internet, tentando reproduzir o que via. Depois de um mês de tentativas frustradas, quase desisti. Nada dava certo! Até que tive a ideia de usar uma base de ferro como sustentação para uma poltrona, e deu certo. Nascia assim o primeiro produto produzido por mim!”

Depois disso Gonçalves começou a criar outras peças como mesas, puffs e objetos de decoração. “Essa foi a minha grande virada. Trabalhava na garagem de casa, muitos amigos e vizinhos viam as peças e encomendavam. A propaganda boca a boca, transformou meu hobby em um negócio. Além disso, por querer aprender mais, entrei em contato com artesãos estrangeiros e comecei a expor meus trabalhos também via internet.”

O negócio cresceu e Gonçalves precisava de novas ferramentas como compressor, grampeador pneumático e conversor, dentre outras. O empreendedor também necessitava de um espaço para desenvolver seus produtos e estocar os pneus inservíveis.

Embora o descarte de pneus pelas ruas de São Paulo seja grande, poucos sabem como reeutilizar esta matéria-prima. “Cada pneu tem uma estrutura, um formato diferente. Utilizo pneus específicos para fazer os pés de uma cadeira, por exemplo. É preciso observar o aro, o material não pode estar no arame.”

Em média, o empreendedor chega a utilizar cerca de 150 pneus de carros e 200 de bicicletas, por mês, para criar seus produtos.  “Sou uma gota no meio do oceano, por mais que recolha pneus, precisaríamos de um exército de artesãos interessados em trabalhar com esse material”, finaliza.

 

Saiba mais!

Empresa: Pneu Mania

Fundacao: 07/2013

Faturamento: R$ 20 mil/ ano

Onde fica: Rua Padre Antão Jorge, 534 – Vila Progresso – São Paulo/SP

O que faz: Transforma pneus inservíveis em poltronas, mesas e objetos de decoração

Inovação: Utilizar como matéria-prima materiais considerados inservíveis

Número de funcionários: 2

Principais clientes: Moradores da região leste e de fora do estado de São Paulo

Facebook: Pneu Mania  

Site: A empresa  também comercializa seus produtos por meio do site de e-commerce: http://www.elo7.com.br/lista/pneus

Qual a principal contribuição do fundo para o meu negócio?

A colocação de um telhado onde hoje funciona o ateliê da empresa.

 

Qual a principal necessidade do meu negócio que o fundo não pôde contribuir?

Mudança da razão social utilizando o mesmo CNPJ da empresa de festas que trabalhava.


Fides Digital é a agência de marketing idealizada para pequenos empreendedores da zona leste

Essa história começou em 2014 com o jornal comunitário A Ponte, produzido pelos jovens  do Projeto Nossa Ponte de Cultura, que faziam parte da organização não governamental Instituto Nova União da Arte. Na época, Rinaldo Alves de Lima,coordenava as atividades relacionadas ao jornal, que tinha como objetivo divulgar o  trabalho dos emprendedores locais que estavam na zona leste de São Paulo. Surgiu aí a oportunidade do projeto participar do Edital do Fundo Zona Leste Sutentável/ 2014.

O jornal foi selecionado pelo Fundo, porém com as crises do papel e financeira do País, muitos empreendedores deixaram de anunciar. Lima procurou um caminho alternativo e decidiu criar a  empresa social Fides Digital, em junho de 2015.

Na prática, o aporte financeiro dado pelo Fundo propiciou que a microempresa adquirisse mais equipamentos e o curso, ministrado pelo SENAC, possibilitou que o empreendedor se capacitasse na área de gestão. “O que aprendi foi fundamental, na hora que decidi dar uma guinada no negócio e mudar os rumos da empresa”.

Para ajudá-lo nesta empreitada, o empreendedor social convidou  Tuanny César de Lima, do Portal da Zona Leste, que também participou do edital de 2014, mas não foi selecionada.  O casamento entre os dois empreendedores deu tão certo que hoje eles possuem, dentre seus clientes, uma cadeia de lojas de sapatos e uma empresa de médio porte de laudos médicos.

Atualmente, por um preço acessível,os empreendedores locais passaram a divulgar seus produtos no Portal O Melhor do Bairro, além de anunciar no Google Adwords ou Facebook Ads. A microempresa ampliou os serviços e passou a oferecer a criação de sites, lojas virtuais, campanhas de e-mail marketing e desenvolvimento de mídias sociais e blogs.

 “Com a criação da empresa digital consegui resolver dois problemas: não usamos mais papel -assim contribuo com a preservação do meio ambiente – e, por conta disso, a divulgação  via internet se torna mais barata e atinge um público muito maior. Antes, o jornal tinha a tiragem de 5000 exemplares, ou seja, não tínhamos como mensurar o número de pessoas atingidas  por um determinado anúncio. Agora, temos! Um anúncio digital, por exemplo, pode ter a média de 500 cliques por dia! ”

Saiba mais!

Empresa: Fides Agência de Marketing Digital

Fundação: 2015

Faturamento: R$ 72 mil/ano

Onde fica: Rua Pedro Soares de Andrade, 384 - Sala 3 – São Miguel Paulista -- São Paulo - SP

O que faz: Anúncios locais no Portal O melhor do Bairro, no Google Adwords ou Facebook Ads, criação e otimização de sites, criação de lojas Virtuais, campanhas de e-mail marketing e desenvolvimento de mídias sociais e blogs.

Inovação: Plataforma completa de marketing digital para pequenos empreendedores.

Número de funcionários: 2

Principais clientes: A Rede Casa das Sapatilhas Outlet, que é composta por 13 lojas e Assemed Laudos.

Facebook/ Pinterest/ Google Talk: Fides Digital

Site: www.fidesdigital.com.br

Principais meios de divulgação: Mídias sociais

Qual a principal contribuição do fundo para o meu negócio?

Compra de equipamentos.

 

Qual a principal necessidade do meu negócio que o fundo não pode contribuir?

Contratação de pessoas e divulgação do negócio.


Donna Fia Shoes fabrica sapatos personalizados e promove inclusão na prática

A dificuldade e a falta de variedade em encontrar sapatos com numerações diferenciadas, na zona leste, sempre foi um problema para alguns parentes de Marcos Vieira, ora pelos tamanhos, ora pelo preço. “Geralmente esses calçados são sempre mais caros. Alguns pares chegam a custar mais de  R$ 800”.

De olho neste mercado, o  técnico de enfermagem vislumbrou uma possibiidade de negócio e criou a Donna Fia Shoes. “Há 22 anos trabalho na área hospitalar, mas sempre fui interessado em moda, principalmente, sapatos. Sempre quis fazer algo diferente. Por isso, fiz um curso de designer de calçados.”

O microeempreendedor conta que começou em 2013. A ideia era fabricar sapatos personalizados a preços populares. No início usava parte do salário para comprar materiais, mas conversando com uma amiga soube do Edital do Fundo Zona Leste Sustentável. Resolveu fazer a inscrição e tentar a sorte. “Comecei a receber muitas encomendas, passei a confeccionar sapatos também para passistas de escolas de samba e artistas performáticos. Afinal, onde é possivel uma drag queen encontrar um scarpan, cor de rosa, número 45? Para atender a essas solicitações precisava investir e o Fundo pareceu uma ótima oportunidade”, explica.

Ao ser contemplado, logo formalizou a empresa, comprou equipamentos como prensa, compressor, além de investir na compra de matérias-prima. “A Donna Fia tem um potencial imenso. Durante o ano inteiro tenho encomendas.Hoje temos, aproximadamente, 200 clientes na lista de espera, pois a nossa fabricação é totalmente artesanal.”

Vieira, a longo prazo, pretende capacitar jovens para que possam  auxiliá-lo nesta produção. “A falta de mão-de-obra qualificada é um problema neste mercado”.

Outro nicho estudado pelo empreendedor é a confeccção de calçados para deficientes.  Em algumas lojas o par chega a ser vendido por R$ 1.500. “Quero fabricá-los e vendê-los de acordo com a realidade dos moradores do extremo da zona leste. Um deficiente que more em Itaquera, provavelmente não dispõe desse valor para comprar calçados. Por isso, digo que o meu trabalho não é somente fabricar sapatos, mas sim promover, na prática, a inclusão de quem está fora do ‘padrão’ social”, finaliza.  

 

Saiba mais!

Empresa: Donna Fia Shoes

Fundação: 2013

Faturamento: R$ 80 mil/ano

Onde fica: Rua Victorio Santim, 2805 - Itaquera

O que faz: Fabrica sapatos de tamanhos diferenciados a preços populares.

Inovação: Montar um show room de sapatos em Itaquera como os exitentes nos Jardins e no bairro de Santana, zona norte.

Número de funcionários: 1

Principais clientes: Moradores da região leste, artistas de teatro e passistas de escolas de samba

Facebook: não tem

Principais meios de divulgação: O popular boca a boca   

Qual a principal contribuição do fundo para o meu negócio?

Compra de equipamentos e matéria- prima para a confecção de calçados.

 

Qual a principal necessidade do meu negócio que o fundo não pode contribuir?

Reforma do ateliê.


Skate Family faz manobra radical e se transforma em negócio rentável

A prática do skate na adolescência se transformou em negócio na vida adulta para o casal Janaína Silva Della Rovere e Wesley Della Rovere, do empreendimento social Skate Family. Contemplados pelo Fundo Zona Leste Sustentável, em 2014, eles se conheceram numa pista de skate pública, no Jardim Vila Formosa, zona leste de São Paulo, há 15 anos. Logo eles se casaram e tiveram dois filhos.

Com contas para pagar, o esporte passou a ser um hobby, pois precisavam gerar renda. As competições e eventos             que participavam já não eram suficientes para manter a família. Janaina passou a trabalhar no ramo de administração de benefícios e Rovere prestava serviços à Sabesp.

Em 2013, a vida do casal passou por uma reviravolta. Ela rompeu os ligamentos do joelho e ele teve o carro roubado.  O que era parecia ser uma onda de má-sorte se transformou numa grande manobra de oportunidade. “No retorno da minha licença fiz um acordo com a empresa e pedi demissão. Por outro lado, Rovere, sem achar o carro, pegou a indenização do seguro e resolvemos abrir uma loja com produtos para skatistas”, explica Janaina. Paralelo ao negócio, eles também estavam tentando abrir uma loja virtual.

Em 2014, uma pessoa do Sebrae esteve na loja e perguntou para Janaina o que eles pretendiam, onde queriam chegar? “Respondi que o sonho era dar aulas de skate, para isso precisaríamos alugar um outro espaço e construir uma minirrampa, mas não tínhamos condições de investir nisso”.  Foi quando ele perguntou a ela se já tinha ouvido falar sobre o Fundo Zona Leste Sustentável. “Na hora fiquei interessada. Esperei ele ir embora e fui direto procurar informações na internet. Logo de primeira percebi que o Fundo poderia ser uma boa oportunidade para expandirmos o negócio, além de adquirirmos conhecimento sobre gestão e planejamento, já que o Senac ministraria um curso técnico para os empreendedores. ” 

Quase no final do prazo,  os empreendedores do Skate Family conseguiram inscrever a empresa no Edital do Fundo. “Fomos contemplados com o aporte financeiro de R$ 25 mil! Alugamos um novo espaço em São Mateus, montamos uma minirrampa e hoje ministramos aulas, além de possuirmos uma loja física que contém diversos produtos voltados para a prática do esporte”, diz Janaína.  A identidade visual dos produtos esta por conta de Rovere.  “Hoje patrocinamos três atletas, acredito que seja importante que participem das competições levando a nossa marca estampada ora nos acessórios, ora nos equipamentos”, explica Rovere.

Atualmente, os dois estudam Educação Física e mostram que, mesmo o skate sendo visto, ainda, preconceito pela sociedade, o esporte pode transformar a vida de seus praticantes. “A nossa mudou!”, finaliza Janaina.

Saiba mais!

Empresa: Skate Family

Setor: Esporte

Fundação: 21 de junho de 2013 (Dia do Skate)

Faturamento: R$ 35 mil/anuais

Onde fica: Av. Vila Ema, 5218 – Vila Ema – Vila Prudente – São Paulo

O que faz: Vende produtos e acessórios para skatistas, além de ministrarem aulas.

Inovação: Metodologia  de ensino para a prática do skate.

Número de funcionários: 2

Principais clientes: Moradores da região leste

Facebook: Skate Family

Site: www.skatefamily7.com.br

Instagran: Skate Family7 

Qual a principal contribuição do fundo para o meu negócio?

Investimento financeiro e aprendizado na área de gestão

 

Qual a principal necessidade do meu negócio que o fundo não pôde contribuir?

Divulgação do negócio.


Cooperativa Caminho Certo expande negócios e já possui 27 cooperados

Em 2010, os empreendedores da Cooperativa de Reciclagem Caminho Certo foram contemplados pelo Fundo Zona Leste Sustentável.  Na época, a empresa passava por momentos difíceis. Dois anos antes o Galpão, onde funcionava a cooperativa, havia pegado fogo. “O Fundo foi uma bênção. Eles acreditaram no negócio, quando ninguém mais acreditava”, relembra Vandairis Lopes dos Santos, uma das sócias da microempresa.

O tempo passou, a empresa se reergueu e, em 2014, precisavam de recursos financeiros para fechar o espaço e dar mais segurança aos trabalhadores. “Decidimos nos inscrever novamente no Fundo Zona Leste Sustentável e fomos contemplados”.

Vandairis explica que esses investimentos trouxeram novos contratos.  “Agora fazemos parte do Programa de Coleta Seletiva Porta a Porta, da prefeitura de São Paulo, somos um dos pontos de triagem. Fechamos, também, parceria com o Hipermercado Pão de Açúcar para recolher material reciclado.

Por conta disso, a cooperativa também aumentou o número de trabalhadores de 20 para 27. As oportunidades criadas são destinadas a pessoas excluídas pelo mercado de trabalho como ex-presidiários e dependentes químicos. “Queremos resgatar a dignidade desses profissionais. Fizemos também parcerias com algumas universidades e passamos a contar com psicólogos e nutricionistas para sanar dúvidas e acompanhar os cooperados”. A iniciativa trouxe mais eficiência. “Arrecadamos, aproximadamente, 100 toneladas de materiais recicláveis e a meta é chegar a 250 toneladas por ano”.

Na opinião da empreendedora social, outro fator que contribuiu para expansão do negócio foi o aprendizado proporcionado pelo Senac aos microempreendedores.  “Planilhas, prestação de contas e ajustes na gestão fazem parte da nova postura empresarial que estamos adotando”, conclui.

Saiba mais!

EMPRESA: Cooperativa de Reciclagem Caminho Certo

Fundação: 28 de fevereiro de 2002

Setor: Coleta Seletiva

Faturamento: Aproximadamente R$ 200 mil/ano

Onde fica: Rua Jequirana de Goiás, 113 – Vila Nova Curuçá -- Itaim Paulista

O que faz: Triagem de materiais recicláveis 

Inovação: Criação de uma nova logomarca

Número de funcionários: 27

Principais clientes: Prefeitura de São Paulo, Alurb, Tetra Park e Correios

Facebook: não tem

Principais meios de divulgação: Site Reciclazaro  

Qual a principal contribuição do fundo para o meu negócio?

Apoio técnico e investimento financeiro.

 

Qual a principal necessidade do meu negócio que o fundo não pôde contribuir?

Compra de empilhadeira


Bel’s tapioca aposta em indústria para expandir negócios

Levar o sustento da família para casa era a meta de Maria Isabel de Sousa. Com dois filhos para criar e pagando aluguel precisava de um trabalho. Certo dia, passando por uma rua do bairro da Penha, zona leste de São Paulo, comeu uma tapioca e resolveu apostar na ideia. Ela mal sabia que estava iniciando um negócio que mudaria os rumos da família.

A história de Bel, como gosta de ser chamada, é a de muitas mulheres. Há 19 anos, ela plantou a semente do negócio social Bel’s Tapioca e hoje começa a colher os frutos. Nesta caminhada, o filho caçula, Luiz Felipe Laurenço, agora com 22 anos, sempre esteve ao lado da mãe. E, juntos, fizeram o negócio prosperar.  Em 2010,  a empresa foi uma das contempladas pelo Fundo Zona Leste Sutentável. “Com o conhecimento que adquirimos, por conta da capacitação técnica, expandimos o negócio. Já com o aporte financeiro dado pelo Fundo conseguimos aumentar a nossa capacidade produtiva em quase 100%”, explica Laurenço.

Hoje a empresa funciona, em um box, no Mercado de São Miguel Paulista, mas Laurenço e Bel têm planos mais arrojados para a empresa. “A nossa meta é criar uma fábrica de massa de tapioca”. Não é à toa que em 2014 se inscreveram no Fundo novamente. “Fomos contemplados mais uma vez. Com o novo aporte financeiro mudamos para um espaço maior e a ideia da indústria virou realidade. Compramos uma máquina peneradeira e outra máquina que embala e lacra”, conta Bel.

Antes dos equipamentos, os empreendedores  produziam de modo artenal, em 1h, 20k de  farinha de tapioca.  Agora, no mesmo período de tempo, produzem 60 k de massa.  O grande desafio dessa dupla tem sido colocar o produto nos pontos de venda. “Hoje nosso produto pode ser encontrado no Mercado Lírio da Serra, Casa de Produtos Naturais Empório Natural e Saudável e no mercado Kibarato. Além disso, vendemos também a massa  no Mercado Municipal de São Miguel e temos, também, um representante comercial na área da Vila Olimpia”, ressalta Laurenço. Com os negócios em expansão, a Bel’s Tapioca também passou a dar consultoria a dois empreendimentos do mesmo ramo.

Quando perguntados sobre o futuro, os dois são categóricos:  “A meta é exportar a massa de tapioca que fabricamos”, afirma Laurenço. “O produto que fabricamos é saudável, vem direto da raiz, não possui conservantes, como os que já existem no mercado, e pode ir direto para o prato. Há muito tempo deixamos de ser somente mais uma tapiocaria, nossos produtos são artesanais e têm identidade”, finaliza Bel.   

 

Saiba mais!

Empresa: Bel’s Tapioca

Fundação: 2010 (formalização da empresa)

Setor: Alimentício

Faturamento: R$ 480 mil/ano

Onde fica: Av.  Marechal Tito, 567 – box 37 -  São Miguel Paulista- São Paulo/SP

O que faz: Fabrica massa de tapioca e tapioca

Inovacão: Desenvolvimento de massa sem conservantes

Número de funcionários: 4, todos por CLT

Principais clientes: Mercado Lírio da Serra, Casa de Produtos Naturais Empório Natural e Saudável e mercado Kibarato

Facebook: não tem

Contato e-mail: tapiocasbel@hotmail.com

Principais meios de divulgação: O popular boca a boca  

Qual a principal contribuição do fundo para o meu negócio?

Compra de maquinário

 

Qual a principal necessidade do meu negócio que o fundo não pôde contribuir?

A compra de mais um equipamento, que custa por volta de R$ 60 mil.


Selecionados para a próxima etapa - Curso EPN

Das 50 iniciativas pré selecionadas coube ao nosso comitê de seleção escolher 30 para participar do curso Empreendedor em Pequenos Negócios, oferecido por nosso parceiro Senac. Parabéns à todos!!

Será uma alegria acompanhar as iniciativas, avançar nesta jornada e contribuir para a prosperidade da zona leste!

Agradecemos todos participantes pelo tempo e o esforço dedicados a nosso edital.


Projetos Pré-Selecionados

Dos 77 candidatos interessados nos coube escolher 50 para avançar a próxima etapa. Este grupo prima pela diversidade e reúne pessoas corajosas, ousadas, curiosas e com uma incansável vontade de contribuir para o desenvolvimento do seu entorno e da Zona Leste!

O processo de seleção para o Edital 2016 do Fundo Zona Leste Sustentável é um grande desafio, ora alegre, expresso nos sonhos e conquistas que vemos no relato dos empreendedores, ora doloroso, por não podermos receber todos os inscritos. Após este difícil processo seletivo, constituímos o grupo dos pré selecionados.

Agradecemos o tempo e o esforço dedicados a essa seleção e informamos que entraremos em contato nos próximos dias para conversarmos melhor a respeito dos próximos passos.


Viveiro de mudas Sabor da Vitória transforma terreno da Eletropaulo em negócio social

A empreendedora, contemplada pelo Fundo Zona Leste Sustentável, em 2014, Terezinha Santos Matos, nasceu no interior da Bahia, na cidade Ribeira do Pombal. Filha de agricultores, sempre gostou de trabalhar na roça. Casou-se e decidiu tentar a sorte em São Paulo. 

No começo não foi nada fácil. Trabalhou vendendo cachorro quente, temperos e verduras, dentre outras coisas. “Sempre cultivei o amor pela roça em meu coração. Fiquei sabendo  de um curso de jardinagem e achei que era uma oportunidade para aprender mais e reviver os bons tempos da roça.”  Ela não tinha nenhuma pretensão, a não ser cuidar da própria horta.

Um tempo depois, em uma fila do banco, Terezinha começou a conversar com um senhor. Ele participava da Associação de Agricultores da Zona Leste e a convidou para assistir a uma palestra. Resultado: há nove anos Terezinha faz parte da entidade e, há seis anos, criou  a microrempresa Viveiro de Mudas Sabor da Vitória e conquistou o direito de participar do programa da Eletropaulo, que cede áreas embaixo das torres de eletricidade para o cultivo de plantas e alimentos, na região de São Mateus, zona leste de São Paulo.

Porém, o caminho percorrido foi longo. “Peguei um empréstimo no banco e contratei uma pessoa para ajudar no plantio de hortaliças e frutas. Não tinha dinheiro para fazer estudo do solo e comprar sementes. Fiz tudo na base da intuição, no entanto, consegui bons resultados.”

A partir daí outro problema surgiu. “Comecei a produzir, mas não tinha para quem vender. Assim como eu, existiam outros agricultores da região de São Mateus com o mesmo problema”, lembra Terezinha. Foi então que a subprefeitura abriu um espaço para que os produtores sociais pudéssem vender seus produtos.  Porém, somente eram vendidas verduras, legumes e hortaliças. “Não vendíamos frutas no local. Acredito que por isso o espaço não deu certo. A subprefeitura, por meio da prefeitura, conseguiu um espaço para a gente dentro do Parque do Carmo e a vida começou a mudar.”

Paralelo ao trabalho, Terezinha começou a dar palestras para pequenos agricultores. Foi em um desses encontros que uma amiga do Instituto Alana comentou sobre o Fundo Zona Leste Sustentável e ela resolveu apostar.“Quando percebi que havia sido contemplada para  frequentar o curso, ministrado pelo Senac, fiquei muito feliz.  Agora, não tenho como descrever a felicidade que senti ao saber que a minha empresa também havia sido contemplada com o aporte financeiro.”

Terezinha conseguiu por meio do Fundo, aproximadamente, R$ 25 mil. “Realizei o meu sonho, consegui montar duas estufas e comprei um triturador de galhos para produzir meu próprio adubo. Agora, fabrico entre 200 e 288 mudas, isso gerou uma economia de R$300 por mês, antigamente tinha que comprá-las. Além disso, tenho certeza da procedência dos alimentos que produzo. E isso, não tem preço! “

Para quem tem um sonho, ela avisa: “Persevere sempre, aja com tranquilidade e sinta o sabor da vitória.”

Saiba mais!

Empresa: Viveiro de Mudas Sabor da Vitória

Fundação: 04/2011

Faturamento: R$ 70 mil/ano

Onde fica: Rua Serafim Dias Machado, 88 - Jardim Walquiria - São Mateus - Cep 03974-120

O que faz:  Fabrica mudas e produz alimentos orgânicos

Inovação: Produção de alimentos orgânicos

Número de funcionários: 3

Principais clientes: Moradores da região leste

Facebook: https://www.facebook.com/terezinha.santosmatos

Contatos: (11) 2217-6923 / 96539-9581 / 960834809

Email: terezinhasantosmatos@yahoo.com

Qual a principal contribuição do fundo para o meu negócio?

Montagem de duas estufas e a compra de triturador para compostagem.

 

Qual a principal necessidade do meu negócio que o fundo não pode contribuir?

Contratação de funcionários.


Mel que dá lucro

Ex-mecânico de automóveis, Agostinho Carlos Espolaor encontrou na apicultura uma nova forma de sobreviver. Há dez anos começou a buscar conhecimento técnico sobre a arte  de fabricar mel. Na época, ele mantinha na cidade de Nazaré Paulista, interior de São Paulo, um apiário.

Aos poucos o hobby se transformou em negócio. Em 2008 ele criou a micorempresa Apiário Nazaré. “Meu principal pólo de vendas sempre foi São Miguel Paulista. Conquistei uma clientela que confia na procedência dos produtos que vendo, afinal sou produtor”.

Mas foi durante uma venda que Espolaor ficou sabendo sobre o Fundo Zona Leste Sustentável. “Precisava crescer e diversificar meus produtos.  Entrei no site do Fundo e vislumbrei  a possibilidade de não somente conseguir aporte financeiro, como era oferecido, mas o apoio técnico que precisava para expandir meu negócio”. Resultado, o empreendedor foi um dos contemplados, em 2014.

Espolaor conseguiu R$ 8 mil para  investir no negócio. Com o valor comprou prateleiras, um balcão e um frigobar para manter a qualidade do mel, propólis e geleia real que produz. Com isso as vendas aumentaram de 40 para 60 vidros de mel por mês. “Essa é uma área promissora, a procura por produtos naturais cresce a cada dia. Fico orgulhoso em saber que o meu trabalho contribui com o bem-estar das pessoas e, ainda, preserva a natureza. Afinal é fundamental ser e não apenas parecer sustentável”, conclui.

Saiba mais!                      

Empresa: Apiário Nazaré

Fundação: 2008

Faturamento: R$ 25 mil/ano

Onde fica: Rua Mario Graccho, 29 - São Miguel Paulista - Cep 08020-100

O que faz: Fabrica e comercializa produtos à base de mel.

Inovação: Produz o mel que comercializa   

Número de funcionários: 1

Principais clientes: Moradores da região leste

Contato: (11) 2297-4046

Email: agostinhoespolaor@gmail.com

Qual a principal contribuição do fundo para o meu negócio?

A compra de prateleiras, balcão, frigobar e um notebook

 

Qual a principal necessidade do meu negócio que o fundo não pode contribuir?

Marketing/Propaganda


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